
O Brasil começou o halterofilismo nos Jogos
Parapan-Americanos de Guadalajara com um grande resultado: duas
medalhas. Nesta quinta-feira, na categoria 48 kg até 56 kg, Bruno Carra e
Alexandre Gouveia conquistaram prata e bronze, respectivamente,
terminando atrás apenas do cubano e recordista parapan-americano Cesar
Rubio.

Bruno Carra chegou a erguer 140 kg para conquistar o bronze
O halterofilismo paraolímpico mistura todos os tipos de deficientes e é a
única modalidade que conta com divisão por pesos. Os atletas precisam
ter a habilidade para realizar um movimento válido: estender
completamente os braços com menos de 20 graus de perda nos cotovelos. Os
competidores ficam deitados em um banco e executam movimento definido
como supino: levantam a barra com os pesos, descem-na até o peito, e a
levantam novamente.
Cada atleta tem três tentativas válidas, sendo que a melhor é validada.
Assim, Bruno Carra chegou a erguer 140 kg, ficando com a medalha de
prata. Alexandre Gouveia foi um pouco pior e, com 132 kg, conquistou o
bronze. O ouro ficou com o cubano Cesar Rubio, que quebrou o recorde
parapan-americano ao levantar 151 kg.
"Desde o início do ano venho treinando pesado para essa competição e
fico muito feliz com o resultado", disse Bruno Carra, satisfeito. O
coordenador da Seleção Brasileira, técnico Antônio Augusto, elogiou a
dupla: "nosso objetivo é superar a marca do Parapan de 2007 (cinco
medalhas) e essas duas medalhas, logo no começo, impulsionam toda a
equipe".
Na disputa entre atletas de 60 kg e 67,5 kg, os brasileiros ficaram no quase. Alexsander Santos levantou 170 kg e terminou com a quinta colocação, seguido de José Maria Santana, que chegou a 145 kg e ficou no sexto lugar. A medalha de ouro foi conquistada pelo colombiano Jainer Cantillo (196 kg), a prata pelo cubano Luis Perea (180 kg) e o bronze, pelo chileno Juan Carlos Garrido (165 kg).
Fonte: Terra