BASQUETE

Com a força do conjunto, Flamengo derruba o Bauru, último invicto





Guerrinha bem que tentou fechar a porta do garrafão para Leandrinho. Precaução de ex-técnico que conhece bem o pupilo que fazia parte daquele Bauru campeão nacional em 2002. Depois dali, Leandrinho partiu para a NBA e só voltou ao país em setembro deste ano, quando aceitou a defender o Flamengo durante o locaute da liga profissional americana. No reencontro desta quinta-feira, no ginásio do Tijuca, o ala-armador ajudou a equipe da Gávea a derrubar o último invicto do NBB 2011/2012: 81 a 66 (31 a 31).


Caio Torres, do Flamengo, e Fischer, do Bauru, foram os cestinhas da partida, com 19 pontos cada.


- Foi um jogo bom, do jeito que gosto. Foi bom rever meus amigos do Bauru, o Guerrinha continua fazendo um grande trabalho por lá. Fico feliz de estar indo embora deixando a equipe na ponta da tabela e tenho fé de que esse grupo chegará muito longe. Eles não vão contar mais comigo e o Teichmann também ficará fora por um tempo (devido a um tumor no testículo), mas acredito na equipe. Fiquei triste quando fiquei sabendo da notícia porque passei por isso duas vezes: uma com minha mãe e outra com Nenê. Falei para ele ser positivo, ter boa cabeça e fé. E que se precisar de alguma ajuda que ligue para mim porque podemos levá-lo para lá. Mas eu sei que ele vai se sair bem - afirmou Leandrinho.




Se tinha dificuldades para passar pela marcação, Leandrinho tratava de dar assistências para quem estava livre e com a mão quente. E o endereço quase sempre era o mesmo: Caio Torres. O pivô foi responsável por dez dos 22 pontos anotados pelo Rubro-Negro no primeiro quarto. O time apostava nos arremessos da linha dos três para evitar que o adversário escapasse muito no placar: 22 a 13.


Tirou proveito também da ida de Kammerichs para o banco, após uma pancada no joelho, para tentar se aproximar. Nos dois minutos que o pivô argentino passou fora do jogo, o sinal amarelo acendeu para o Flamengo. A diferença que chegou a 11, passou a ser apenas de três pontos (24 a 21). Era a hora de Kammerichs e de a equipe contar com as cestas de Marcelinho, só que ele seguia zerado. O Bauru agradecia, corria e ia para o vestiário com o empate: 31 a 31.





Sob o olhar atento da atriz Samara Felippo, mãe de sua filha Alícia, Leandrinho voltou à quadra afiado. Partiu em velocidade, do jeito que gosta, em dois ataques seguidos, convertendo quatro pontos. Marcelinho também desencantou com um arremesso longo, e pouco depois o Flamengo já tinha 40 a 32 no placar. Guerrinha pediu tempo para colocar ordem na casa. No entanto, o time de Gonzalo Garcia dava pouco espaços e abria 14 de frente.



Fischer ainda acreditava e carregava o Bauru nas costas. De três em três e da linha do lance livre foi recolocando seu time no jogo no finalzinho do terceiro quarto, que termininou com 54 a 49 para o anfitrião, para indignação da torcida que queria ver validada a cesta do meio da quadra de Caio Torres no estouro do cronômetro.



Apesar da pressão da arquibancada, os comandados de Guerrinha não se intimidavam. Buscavam a virada. Só que Leandrinho respondia, Caio e Kammerichs também. A vantagem voltou a ser confortável (66 a 55) e precisaria ser administrada por mais quatro minutos. Não encontrou resistência para isso.


- Tentamos dificultar as ações de Leandrinho e de todo o time. Mas hoje faltou o nosso ataque. Nossa equi é limitada para revezamento e se tivéssemos contado com Douglas e Larry um pouco mais no ataque acho que dava para ganhar. O Flamengo respeitou e revezou até pouco. Foi um jogo de respeito e eles mereceram a vitória, só que podíamos ter feito uma partida melhor. Quanto ao reencontro com Leandrinho, não deu para conversar. Passou - disse o técnico Guerrinha.



Fonte: Globoesportes
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