
Lei Geral da Copa e ingressos. Dois assuntos que dominam o noticiário sobre a Copa do Mundo de 2014 e que o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, espera encerrar durante sua visita ao Brasil nesta semana. Após desembarcar nesta segunda-feira no país, o francês teve uma reunião em Brasília com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e Ronaldo, membro do conselho de administração do Comitê Organizador (COL), e afirmou que chegou a hora de pensar em outros assuntos do Mundial.
O texto da lei já sofreu algumas modificações e deve ir à votação até março. Há divergências entre governo e Fifa sobre preços de ingressos e comércio de bebidas alcoólicas nos estádios, por exemplo.
- O Brasil está exigindo muito (risos). Por isso é cinco vezes campeões do mundo. Mas agora é a hora de assinar (a Lei Geral). Porque temos de pensar em outras coisas. Ainda temos muito trabalho pela frente. Vamos andar para frente. Temos que resolver isso (Lei Geral) e focar em outras coisas. Está na hora de o bebê nascer - disse Valcke.
Na terça, Valcke e Ronaldo farão visitas às obras dos estádios em Fortaleza e Salvador. Dois dias depois, o secretário-geral da Fifa irá à sede do COL no Rio de Janeiro e espera resolver pontos definitivos sobre a Copa. Até mesmo Romário, que é um dos deputados federais que mais criticam a Lei Geral, poderá estar no encontro.

Maior artilheiro da história das Copas do Mundo e conselheiro na organização do Mundial de 2014, o ex-camisa 9 da Seleção, Ronaldo Nazário, disse nesta segunda-feira que a principal função no Comitê Organizador Local (COL) será garantir que o povo brasileiro tenha orgulho da organização e do legado do campeonato esportivo
- Teremos a reunião, que pode incluir Romário, e vamos discutir os grupos de meia-entrada. Falamos sobre os idosos, estudantes, índios, Bolsa-Família, pessoas de baixa renda. Isso é algo que vamos discutir, É facil discutir sobre ingressos, mas temos que ter certeza de que o programa irá funcionar. Temos que discutir a logística.
Valcke diz que segurança e desastre natural são responsabilidade do governo
Segundo Valcke, qualquer prejuízo causado por desastres naturais ou problemas de segurança durante a Copa serão responsabilidade do governo brasileiro. Esses temas foram motivo de polêmica na última tentativa de votação da Lei Geral em dezembro de 2011.
- Desastre natural, segurança no país, isso não pode ser responsabilidade da Fifa, tem que ser do governo. Isso não pode ser da Fifa - concluiu o francês.