
Depois de passar por um momento constrangedor no início da tarde, quando
competiu com o quimono manchado, o brasileiro Felipe Kitadai se
recuperou e consagrou a melhor campanha do judô do País nos Jogos
Pan-Americanos de Guadalajara. Na noite deste sábado, o judoca
paulistano, utilizando uma roupa emprestada por Sarah Menezes, venceu o
mexicano Nabor Castillo, por ippon, em confronto válido pela categoria
ligeiro, e conquistou a medalha de ouro.

Consagrado com o melhor resultado da carreira no México, Kitadai procurou valorizar a superação do constrangimento da semifinal. O lutador evitou ao máximo tocar no assunto depois de obter a medalha de ouro. "A Sarah me emprestou", disse. "Este problema serviu para mostrar o quanto eu estava focado, que não me importou. Estava apenas focado em ganhar", completou o paulistano.

Recuperado do problema que o atingiu na semifinal, quando venceu o
americano Aaron Kunihiro, Kitadai lutou tranquilo e não permitiu à
torcida mexicana criar um clima hostil no ginásio. Muito concentrado, o
brasileiro dominou a pegada e finalizou a luta aos 2min35, quando os
juízes contabilizaram o ippon a favor do judoca paulista, sexto homem a
vencer em Guadalajara.
O domínio do judô masculino no México colaborou para o País registrar a
melhor participação na história dos Jogos Pan-Americanos. Os seis ouros
do masculino (Bruno Mendonça, Leandro Guilheiro, Thiago Camilo, Leandro
Cunha, Luciano Corrêa e Felipe Kitadai) superaram as marcas de
Indianápolis 1987 e Santo Domingo 2003 (cinco em cada).
Em Guadalajara, os brasileiros também somaram três pratas, com Rafaela
Silva (até 57 kg), Rafael "Baby" Silva (mais de 100 kg) e Erika Miranda
(até 52 kg), e quatro bronzes, com Maria Suelen Altheman (mais de 78
kg), Maria Portela (até 70 kg), Mayra Aguiar (até 78 kg) e Sarah Menezes
(até 60kg). A única atleta que ficou sem medalhas foi Katherine Campos,
que perdeu o bronze para a canadense Stefanie Tremblay na categoria até
63 kg.
Fonte: Terra