O paulista Solonei Silva protagonizou o início da cerimônia de
encerramento dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Ex-coletor de lixo
na cidade de Penápolis, o atleta, vencedor da medalha de ouro na
maratona, recebeu a premiação durante o evento que marca o final do
evento no México, em um pódio armado no meio do gramado do Estádio
Omnilife. Com o local lotado, o maratonista cantou o hino nacional e
recebeu o aplauso do público.

A cerimônia de encerramento dos Jogos Pan-Americanos iniciou com a tradicional execução do hino do país local.A cantora Ely Guerra, filha do ex-técnico do Chivas Guadalajara Alberto Guerra, emocionou o público com uma apresentação sóbria e leve. Sem trilha sonora, a artista, com uma voz poderosa, recebeu o apoio do coro do público presente no Estádio Omnilife, que cantou pela última vez a composição nacionalista.
Depois da execução do hino nacional, o público pôde acompanhar no imenso
telão a exibição dos principais momentos dos Jogos Pan-Americanos.
Passando pelo primeiro ouro, conquistado pela americana Heather Irmiger
no mountain bike, até as consagrações de Thiago Pereira, Cesar Cielo,
Marcel Stürmer e Solonei Silva, brasileiro que subiu no lugar mais alto
do pódio neste domingo, depois de vencer a maratona. Uma queima de
fogos, depois dos vídeos, recebeu os atletas.
A delegação brasileira se despediu logo em seguida. Liderada pelo
ginasta Diego Hypólito, responsável por carregar a bandeira
verde-amarela, a equipe empolgou o público com animação. Os atletas se
misturaram entre si. O padrão da abertura, quando cada país desfila
dividido, foi quebrado, e a festa tomou conta do palco do Estádio
Omnilife.
Depois do desfile solto dos atletas, o protocolo oficial foi adotado. O
presidente da Odepa, Mario Vázquez Raña, e o governador de Jalisco,
Emilio González Marquez, entraram no centro do gramado do estádio
Omnilife e adotaram um discurso objetivado para ressaltar a organização
mexicana, especialmente o político do estado que recebeu a edição de
2011 dos Jogos Pan-Americanos.
"Não construímos apenas estádios e a Vila Pan-Americana, construímos
confiança, orgulho, reconhecimento e o futuro do país. Mostramos que o
México é isso que acreditamos, que confiamos em nós mesmos, na nossa
capacidade. Sabemos trabalhar para fazer coisas grandes, mostrar o
melhor do México. Agora vamos tentar realizar as Olimpíadas. Agora é a
vez da Olimpíada, viva o México!", discursou.
O discurso ufanista do governador de Jalisco acabou ressaltado por Manuel Vazquez Raña. "Conseguimos no final uma coisa maravilhosa. O estado de Jalisco nos recebeu de braços abertos. Muito obrigado aos habitantes, ao povo de Guadalajara, que povo simpático. Obrigado, foram os melhores Jogos Pan-Americanos da história", discursou, antes de cometer a primeira gafe da festa.
"Dou por encerrado os Jogos Pan-Americanos às 23h, digo, 21h50, horário
de Guadalajara", afirmou, sem lembrar que, com o final do horário de
verão mexicano neste domingo, o horário exato do discurso às 20h50. No
entanto, este no foi o único.
A gafe do presidente, entretanto, não foi a única. Seguindo o roteiro
programado para a cerimônia de encerramento, o hino canadense foi
executado, mas com falhas. Com uma interrupção no som, a cantora
Florence K se atrapalhou durante a canção, mas superou o problema
rapidamente e encerrou a apresentação. Em seguida, os prefeitos de
Guadalajara e Toronto, Rob Ford, executaram a "passagem do bastão" da
cidade mexicana para a canadense.
Fonte: Terra