TAEKWONDO

"Pedi para não lutar a final", diz medalhista Diogo Silva



Após conquistar a primeira medalha de ouro brasileira do taekwondo nos Jogos Mundiais Militares, Diogo Silva, um dos 10 atletas mais bem ranqueados no mundo, disse que tinha pedido autorização para não lutar a final porque estava muito machucado de competições anteriores. "Na hora de fazer a final, eu achei que não ia conseguir, já tinha pedido autorização para não lutar, mas quando entrei aqui (no ginásio) pensei: se aguentei até aqui, aguento um pouco mais", disse. 




Diogo contou que vem de uma temporada de muitas competições, por causa da busca da vaga para as Olímpiadas de Londres, no ano que vem. A classificação foi garantida no Mundial Pré-Olímpico, disputado no Azerbaijão.


"Com isso, meus pés foram se machucando até chegar ao ponto de eu ter umas inflamações de cartilagem, treinando limitado, fazendo fisioterapia de manhã, de tarde e de noite, cheguei aqui nos jogos debilitado, com 60% de chance de obter esse resultado. E a final, eu já tinha abandonado, já tinha pedido para não lutar, eu não tinha condições para lutar. Mas quando eu pisei aqui, senti a energia desse lugar e decidi ir adiante".


O atleta brasileiro enfrentou adversários de peso na competição. Nas semifinal passou pelo chinês Jiannan Huang, 43º no ranking mundial, e na final enfrentou o iraniano Abbas Sheikhi, 100º no ranking.


Sobre a final, decidida na morte súbita, Diogo afirma que o combate foi difícil pelas suas debilitações e pelo Irã ser uma das melhores escolas mundiais do taekwondo. "Não tinha mais o que fazer, não tinha como me movimentar, fazer a troca de chutes, que é aquilo no que sou muito bom. O que eu podia fazer é atrapalhar o adversário o máximo possível para, em um vacilo, poder marcar o ponto".


Missão cumprida


Ao lado da mãe, Teo, Diogo lembrou do passado difícil. Sozinha, ela lutava para dar um futuro melhor para o filho. "A história da minha mãe não foge da história das mulheres do Brasil, criando o filho sozinha, no meio da miséria, e saiu mais um vitorioso. O incentivo do esporte tem que vir lá de baixo".


"Para mim é missão cumprida com muito glamour, é resultado do trabalho que ele vem fazendo... é muito mais do que eu sonhei para o Diogo. Tudo o que eu queria é que ele fosse um cidadão de bem, que tivesse uma profissão, uma faculdade, e o esporte foi o começo de tudo para que ele tivesse esse sucesso. Então, minha missão está muito bem cumprida", disse Teo.


Fonte: Terra


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