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Sem Itália, vice em 2010/11, britânicos são rivais do Brasil no triatlo rápido

Danilo Pimentel triatleta (Foto: Pauta Livre / Divulgação)

O Brasil é o time a ser batido no Mundialito de Triatlo Rápido: em 13 edições, foram sete vitórias, sendo quatro consecutivas desde 2007. Para manter a hegemonia na competição, que será disputada neste domingo, em Búzios (RJ), com transmissão ao vivo da TV Globo dentro do Esporte Espetacular, a equipe brasileira vai contar com Mauro Cavanha e os estreantes Wesley Matos e Danilo Pimentel. Sem a Itália, vice-campeã nos últimos dois anos, os brasileiros terão que superar os trios da Espanha, África do Sul, Colômbia, Chile e Grã-Bretanha. Este último é o grande adversário para os donos da casa, segundo os próprios triatletas.

 

Segunda etapa do Brasileiro de triatlo olímpico, em Vitória (Foto: Divulgação/Pauta Livre)

 

- Foi uma briga boa com a Itália no ano passado. Acredito que o principal adversário agora seja a Grã-Bretanha, que tem quatro triatletas entres os 20 melhores do mundo. A seleção olímpica britânica é fortíssima e a disputa entre eles para as três vagas dos Jogos é grande. Os irmãos Brownlee são os atuais campeões mundiais e favoritos para as Olimpíadas de Londres-2012 - disse Mauro Cavanha, campeão do último Mundialito, no Guarujá, em São Paulo.

 

Além da Grã-Bretanha, os brasileiros apostam que Espanha e África do Sul também darão muito trabalho.

- Grã-Bretanha, Espanha e África do Sul (Nicolaas Sterk, Aidan Nugent e Abri Van Der Walt) têm muita tradição no triatlo e são os nossos maiores rivais nessa prova. Os espanhóis Ricardo Hernandez, Uxio Abuin e Fernando Alarza são muito fortes, mas o Alarza é o melhor deles. Simon Cooper é o grande destaque do time inglês, mas os três (Cooper, Matt Gunby e Mark Buckingham) são bem equivalentes - frisou o cearense Wesley Matos, que já foi até procurado pelos triatletas colombianos no Facebook, que queriam saber mais sobre a prova.

 

O domínio europeu no triatlo vem crescendo nos últimos tempos. No triatlo masculino, os seis últimos campeões mundiais são europeus, com três títulos para a Grã-Bretanha, dois da Espanha e outro para a Alemanha. E dos 30 homens mais bem colocados do ranking da modalidade, 25 são do Velho Mundo, sendo seis franceses, seis alemães, quatro britânicos, três russos, dois suíços, dois espanhóis, um português e um italiano.

 

- Uma das grandes favoritas ao título do Mundialito é, sem dúvidas, a Grã-Bretanha. Em todas as provas pelo mundo, há britânicos entre os três primeiros. Já a África do Sul tem sempre um competidor muito forte, que pode tirar pontos importantes na briga direta entre brasileiros e britânicos - avaliou Pimentel, que aposta no talento do companheiro Mauro Cavanha para levar o Brasil ao lugar mais alto do pódio.

 

Bicampeão brasileiro e vice mundial de aquathlon (corrida + natação), além de campeão brasileiro de triatlo em 2011, Wesley Matos afirma que vencer em casa é uma obrigação, apesar do alto nível dos adversários.

 

- Nosso time está bom e o importante é não errar porque a prova é muito rápida. Um capacete que você demore para colocar na transição pode te deixar para trás. Triatlo é assim, decidido no detalhe - finalizou o cearense, que aproveitou ainda para convocar a torcida para apoiar o trio verde-amarelo na Praia da Armação, no balneário do litoral fluminense.

 

Fonte: Globoesportes

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